AD Içara - EBD: Lição 5: O casamento é para sempre - 2º trimestre 2022 Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Içara/SC 

EBD: Lição 5: O casamento é para sempre - 2º trimestre 2022

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INTRODUÇÃO

No Sermão do Monte, em que Jesus evidencia a justiça e o caráter do discípulo acima da postura dos escribas e fariseus, a preservação do casamento foi muito bem destacada. Ao evocar o sétimo mandamento, “não adulterarás” (Êx 20.14), a intenção do Mestre é colocar o casamento no seu devido lugar, como foi designado pelo próprio Deus (Gn 2.24).

Na continuidade do seu ensino, Jesus expressa que tudo começa no coração. Assim, cai por terra as teorias quanto ao divórcio, as evasivas criadas por aqueles que pensam em se separar de seu cônjuge, visto que, os que realmente são dominados pelos valores ensinados por Cristo, procuram, em tudo, a preservação da pureza, da vida conjugal (Hb 13.4) e do verdadeiro lar cristão. Em Mateus 5.27-32, Jesus esclarece que não há espaço para uma moral dupla, como deseja uma sociedade degenerada.

 

I. A CONDENAÇÃO DO ADULTÉRIO

1. Definição de adultério. No grego temos o verbo moichéuo, “cometer adultério”, “ser um adúltero”, “ter relação ilícita com a mulher de outro”; da mulher: “permitir adultério, ser devassa”. Biblicamente, o adultério é definido como uma relação sexual que um homem casado tem com uma mulher que não é sua esposa ou vice-versa. A idolatria era chamada, figuradamente, de adultério (Jr 3.8,9; Ez 23.37).

Jamais se deve pensar que as ordens divinas em relação ao adultério fossem pesadas demais; na verdade, por meio dessas prescrições da Lei, o que se colimava era preservar o casamento, a fidelidade conjugal, a família. O mandamento “não adulterarás” trata-se de um dique que preserva a fidelidade conjugal e a família, a célula mater da sociedade.

2. A posição de Jesus quanto ao adultério. Para Jesus, a gênese do adultério está no coração, começando com um olhar cobiçoso e pensamentos impuros que levam à prática sexual ilícita. O posicionamento do Mestre vai além de tudo o que, no Antigo Testamento, era permitido ao homem: divorciar-se de sua mulher (Dt 24.1)! Cristo vai ao cerne da questão, e fala de um coração profano e contaminado, capaz de olhar cobiçosamente para uma mulher e, sem motivo, conceder carta de divórcio à esposa.

No seu Sermão, Jesus evidencia a importância de homens e mulheres absterem-se de pensamentos impuros, tanto fora como dentro do casamento, pois é dessa forma que se consegue manter a pureza em três níveis: sexual, moral e social. Precisamos ter a consciência de que, perante Deus, como bem expressou Cristo, uma intenção errada é tão pecaminosa quanto um ato, por isso, devemos sempre buscar pensamentos puros e bons (Fp 4.8).

3. Os males do adultério. O adultério sempre é prejudicial para a estrutura familiar, e qualquer infidelidade no relacionamento a dois sempre será ruim, pois gera desconfiança, feridas emocionais, desvalorização, desrespeito, fraqueza e queda na vida espiritual. Por isso, é importante evitar tanto a prática do ato como os pensamentos indevidos.

Além disso, os prejuízos espirituais são ainda maiores. Não havendo pureza em seus pensamentos, nem havendo lealdade com seu cônjuge, o relacionamento entra em perigo e deturpa a mente do cristão que, tendo a mente de Cristo, só deve pensar coisas boas (1Co 2.16). O adultério deve ser evitado a todo custo, pois suas consequências são devastadoras; além de ser pecado, fere a santidade de Deus (Pv 5.3-8).

 

II. O QUE REGE O CORAÇÃO REGERÁ O CORPO

1. O que procede do coração. O pecado não está restrito apenas ao ato, mas também a pensamentos impuros, malignos, cuja fonte é o coração (Mt 15.19). Do hebraico, “coração”; lebab, fala do homem interior, mente, vontade, alma, inteligência. Trata-se do lugar dos desejos, das emoções e paixões. No seu aspecto figurativo, o coração refere-se ao caráter moral. Um cristão que tem o coração transformado tem um viver totalmente diferente, visto que seu coração é regido pela Palavra (Cl 3.16).

2. O homem é o que pensa. É sabido por todos que o homem é o que ele pensa ou sente. Os pensamentos e ideias que estão no seu “homem interior” são os motores que colocam em ação todo o seu corpo e são determinantes para sua conduta. Desse modo, o homem colherá aquilo que semear (Gl 6.7). O que semeia o pensamento da cobiça, desejando outra mulher, não demorará para que concretize isso na prática. A cobiça é algo que começa no coração, é como uma pequena semente plantada que vai gerar o fruto do pecado. Cada um é engodado por sua própria cobiça, a qual dará luz ao pecado, que sendo consumado, leva à morte (Tg 1.14,15).

O Senhor Jesus falou que aquilo que rege o coração se evidenciará no viver diário de uma pessoa por meio de seus atos (Mt 15.19; Lc 6.45), o que foi muito bem explicado por Paulo, quando chamou de obras da carne as ações produzidas por um coração pecaminoso (Gl 5.19-21).

Ninguém está isento de tentações, mas é preciso revestir-se do novo homem interior produzido por Cristo para jamais cometer os atos pecaminosos por meio do corpo (Ef 4.24; Rm 6.12,13). A saída é pedir para Jesus fazer a transformação e nos dar um novo coração (Ez 11.19; 18.31).

3. Sujeitando o corpo ao Espírito Santo. O caminho para que o cristão possa dominar bem o corpo é viver na dependência do Espírito Santo (Gl 5.16). Jesus fez uso de figuras de linguagem e de modo hiperbólico para mostrar como se deve fazer para vencer os instintos sexuais.

Ao sugerir “Se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira fora para longe de ti” (Mt 5.29a), Cristo não tinha a intenção de incitar alguém a praticar a mutilação dos membros do corpo. O uso aqui é totalmente metafórico, dando ênfase de como o cristão pode crucificar a carne com suas paixões e sujeitar o seu corpo ao Espírito para que não seja instrumento do pecado (Gl 5.24; Tt 3.3-5). Jesus não estava falando de cortar algum membro do corpo, pois nada disso valeria enquanto o coração ainda estivesse cheio de pecado. Um coração transformado pelo poder de Cristo mostrará atitudes de sacrifício que visam glorificar a Deus (Rm 12.1; 1Co 6.20).

 

III. A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO

1. O casamento na perspectiva bíblica. Sabemos que o casamento é a mais fundamental de todas as instituições sociais (Gn 1.28; 2.24). Na perspectiva divina, o casamento deve ser uma união permanente, em que homem e mulher entram em uma aliança a fim de construir uma união única na mais perfeita intimidade.

Não querendo jamais que os votos do casamento fossem quebrados, Deus deu a ordem: “Não adulterarás” (Êx 20.14). A singularidade dessa maravilhosa união foi destacada por Cristo quando falou do vínculo conjugal, expressando que não são mais dois, mas uma só carne (Mt 19.6). Paulo via essa união de maneira tão cândida que comparou o amor de Cristo, que se sacrificou pela Igreja, ao amor do marido para com a sua esposa (Ef 5.25).

2. O que fazer para que o casamento seja para sempre? Um casal que vive a vida a dois, em amor, irá construir a mais bela e perfeita união, ainda que enfrente lutas e reveses nesta vida. O casamento deve ser construído com base em respeito, amizade, bom tratamento, carinho, dignidade, entre outros. Como bem disse o apóstolo Pedro (1Pe 3.7), se tudo isso estiver presente no casamento ele será para sempre. O casal cristão tem conhecimento de que no aspecto espiritual ambos são iguais (Gn 1.27; Gl 3.28; Cl 3.10,11), e na vida a dois há obrigações distintas e específicas a serem cumpridas (1Co 7.3).

A união sexual é outro fator preponderante que deve ser levado em consideração no casamento. Ele deve ser desfrutado pelo homem e pela mulher, casados, em uma intimidade mais profunda. O verbo “coabitar” fala de relação sexual dentro do casamento (Gn 4.25), tratada pela Bíblia como algo digno (Hb 13.4).

O casal cristão é consciente de que jamais deve usar o sexo como fazem os ímpios, sem amor, carinho, respeito, tão somente para dar vazão às suas lascívias (1Ts 4.3-7). Portanto, o casal que deseja que seu casamento dure para sempre, deve estar em comunhão com Deus, e ter uma união marcada pelo amor e uma vida sexual regrada e sadia.

3. Casamento: uma união indissolúvel. Na discussão de Jesus com os líderes religiosos, Ele destacou os ideais divinos sobre o casamento, isto é, como Deus o havia projetado a fim de que fosse permanente (Mc 10.9).

Há exegetas que gastam tempo e muitas letras para provar que o divórcio era permitido; buscam elementos históricos nas duas escolas rabínicas de Shammai e Hillel, sendo que a primeira destacava a questão da impureza no aspecto mosaico a partir do adultério, permitindo a carta de divórcio. A segunda era mais liberal, e dizia que qualquer desagrado da parte do marido poderia dissolver o casamento. Contudo, o melhor seria que tais estudiosos gastassem mais o tempo para falar do casamento conforme o propósito eterno, atentando para o princípio de tudo.

Para Jesus, o casamento é uma união indissolúvel, e por isso deixou claro que, quanto ao divórcio, não era um mandamento de Moisés, mas sim uma concessão devido à fraqueza humana, por causa do pecado (Mt 19.8), pelo padrão baixo e desmoralizante em que muitos estavam vivendo. Enquanto a Lei permitia o divórcio (Dt 24.1-3), Jesus salienta que isso significava legalizar o adultério.

Sempre é dolorido falar sobre divórcio, visto que já se trata da destruição de um casamento. Porém, como servos de Deus, precisamos dizer que a comunidade de salvos que quer viver o padrão do Reino de Deus, com suas bem-aventuranças, precisa entender que o ideal divino é a indissolubilidade da vida a dois, tanto física como espiritualmente, seguindo o padrão divino do Éden: os dois serão uma só carne (Gn 2.23,24).

 

CONCLUSÃO

Pela Palavra de Deus, compreendemos que o casamento é para sempre, mas sua construção depende de uma vivência com Deus em um relacionamento marcado pelo amor. Frente aos problemas que possam surgir, o caminho não é o divórcio. Os cônjuges devem agir com boa vontade e sacrifícios, buscando sabedoria divina para que se volte à verdadeira harmonia, com a presença de Jesus.

 

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